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DEPENDÊNCIA DE CRACK

Você conhece alguém que ficou dependente de crack? Assunto que muitos debatem atualmente, mas afinal de contas o que é a dependência do crack? Preste atenção neste texto ou nesse vídeo que é disto que vou falar agora.

O crack é uma substância derivada da cocaína que surgiu para popularizar essa droga por ser mais barata. Surgiu em 1984 nos grandes centros dos EUA e chegou ao Brasil na década de 90, onde rapidamente se popularizou.
Ao serem acesas, as pedras emitem um som, daí a origem do nome “crack”.

Efeitos do Crack
O Crack é fumado e em segundos atinge o Sistema Nervoso Central (SNC), por isso seus efeitos são sentidos em cerca de 10 a 15 segundos e duram por cerca de cinco minutos. Esse rápido início e término do efeito leva o usuário a repetir o uso por várias e várias vezes em curtos períodos de tempo. Logo após os efeitos do crack acabarem, cerca de 5 minutos, ocorre uma sensação de depressão, angústia e fissura levando a pessoa a imediatamente ter um forte desejo de consumir mais droga.
Quanto mais rápido o início e a duração do efeito de uma substância, maior o poder viciante dela. No caso do crack, esses efeitos são muito intensos.
Mas quais são esses efeitos?
O crack é uma droga estimulante e os efeitos são:

  • Excitação, aumento da energia e disposição, inquietação e aumento do estado de alerta.
  • Intensa sensação de prazer, euforia, extrema autoconfiança e sensação de poder.
  • Alterações da percepção da realidade, por exemplo, ter sensação de estar sendo vigiado ou perseguido, o que é chamado popularmente de paranoia ou nóia
  • Alucinações auditivas que significa ouvir vozes ou barulhos que não existem.

Quais são os efeitos do uso de Crack no longo prazo?
Após algumas vezes em que o indivíduo faz uso da substância, ele se torna dependente e sem a droga entra em depressão, sente um grande cansaço, além de sentir a “fissura”, que é a compulsão para usar a droga, que no caso do crack é avassaladora.
O aumento do metabolismo e da atividade associado a falta de apetite leva o indivíduo a uma intensa perda de peso, muitas vezes entrando em um quadro de desnutrição.
Problemas respiratórios: tosse, falta de ar, dor no peito são bastante frequentes, pois trata-se de uma droga fumada em altas temperaturas e muitas vezes com condições de higiene precárias. Isso associado à baixa imunidade, leva frequentemente a contrair doenças como pneumonia e tuberculose.
Danos aos vasos sanguíneos e prejuízos da circulação, aumentando a chance de problemas como acidente vascular cerebral (derrame) ou infarto.
Doenças infecciosas: os dependentes de crack acabam tendo uma imunidade mais debilitada o que os leva a ter diversas infecções. Há um grande risco de contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que muitas vezes o uso é acompanhado de relações sexuais sem a prevenção adequada.
O crack agride o cérebro e pode levar a diversos quadros neuropsiquiátricos como: depressão, psicose, desorientação, apatia, convulsões e prejuízos cognitivos, ou seja, relacionados a atenção, memória e capacidade de organização.
Como o crack interfere na forma como o cérebro processa os neurotransmissores, o corpo vai se acostumando com a substância e criando tolerância, ou seja, a pessoa precisa de mais e mais quantidade da droga para se sentir apenas “normal”.
Com o passar do tempo, toda a energia da vida daquela pessoa está voltada apenas para o consumo do crack e seus pensamentos voltados em conseguir mais droga e usar mais. Com isso, os dependentes de crack perdem o interesse em outras áreas da vida, inclusive cuidados pessoais, outras fontes de prazer e até mesmo alimentação.
Quando o efeito da droga passa, isso causa depressão grave, que fica cada vez mais profunda depois de cada uso. Isto pode ficar tão sério que uma pessoa fará quase qualquer coisa para conseguir a droga. Muitas vezes o desespero é tão intenso que leva o usuário a cometer suicídio.

Como podemos perceber, estamos diante de uma droga extremamente potente e que causa danos graves ao indivíduo. Trata-se também de um problema social e de saúde pública. Muitas vezes o dependente perde sua capacidade de gerir a própria vida e, em alguns casos, podem cometer delitos com o intuito de obter mais droga.
Porém há muitos mitos em relação a essa doença. Não é verdade que não tem como tratar e que o usuário sempre será um usuário, como muitas vezes falam por aí. Existem tratamentos sim e o tratamento deve ser avaliado caso a caso. Alguns precisarão de apoio psicológico, social e cuidados de enfermagem. Outros além disso, de medicamentos e tratamento psiquiátrico especializado. Outros ainda podem precisar de hospital-dia ou de internação. Mas cada caso é um caso.
Se você conhece alguém ou tem um familiar que é dependente do crack, não deixe de buscar ajuda. Existem os CAPS-AD (Centros de atenção psicossocial de álcool e drogas) em cada região e eles podem orientar os familiares a como levar o paciente para o tratamento.
Se você é usuário de crack, não desanime. Estamos diante de um problema sério, mas que tem tratamento. Faça o tratamento, busque apoio psicológico, participe dos grupos de mútua ajuda como o Narcóticos Anônimos e procure sua reinserção na sociedade. Há sempre uma luz no fim do túnel e diversos profissionais, pacientes e voluntários dispostos a te ajudar.
VC SABIA?

Você sabia que aproximadamente 5 milhões de brasileiros já consumiram crack ao menos uma vez na vida e que 45% deles experimentaram antes dos 18 anos de idade? Por isso prevenção e conversar sobre o assunto é o melhor caminho.

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