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MACONHA FAZ MAL PARA A SAÚDE?

Maconha faz mal para a saúde? Maconha pode causar dependência? Preste atenção nesse texto ou nesse vídeo porque é disso que eu vou falar: maconha. 

O que é maconha?

Maconha é o nome dado a uma planta cientificamente chamada de Cannabis sativa conhecida há séculos. Está o tempo todo em discussão porque é a droga ilícita mais usada no Brasil e no mundo.

Para se ter uma ideia de como esse tema é importante, só no Brasil estima-se que 8 milhões de pessoas já experimentaram maconha. Desses, 20 a 30% passam a consumir pelo menos 1 vez por semana e em torno de 10% tornam-se usuários diários.

Efeitos da maconha no curto prazo

A maconha é geralmente fumada como um cigarro mas também pode ser misturada com alimentos e ingerida. Após 5 a 10 min do consumo da maconha, fumando ou ingerindo, a pessoa apresenta os efeitos imediatos do uso que são: aceleração dos batimentos cardíacos, falta de coordenação motora e de equilíbrio, olhos avermelhados, boca seca e aumento do apetite. A concentração e a memória ficam prejudicadas, assim como a noção de tempo e espaço.

A maconha pode causar tanto relaxamento, calma e bem estar quanto uma sensação de angústia, ansiedade e medo de perder o controle. Isso depende da pessoa, do seu estado de espírito, do ambiente em que ocorre o consumo e também das características e concentração da droga.  Podem ocorrer ataques de pânico e também “paranoia”, sensação de estar sendo perseguido ou observado e alucinações auditivas e visuais. Entre 20 e 30% dos usuários sentem ansiedade ou ataque de pânico com o uso de maconha.

Esses efeitos agudos geralmente duram de 2 a 3 horas mas podem permanecer por mais tempo dependendo da quantidade e da potência da droga. Alguns usuários chegam a ter os efeitos da intoxicação por até 12 a 24 horas.

Efeitos da maconha no longo prazo

Os principais efeitos de quem  faz uso de maconha de forma frequente e por um tempo prolongado são:

Alterações cerebrais: Até os 21 anos de idade o cérebro humano ainda está em desenvolvimento e a exposição a drogas, como a maconha, causa muitas alterações nesse desenvolvimento. Adultos que começaram a usar maconha na adolescência apresentam menos conexões entre neurônios em diversas áreas do cérebro. Isso causa muitos problemas de concentração, memória, aprendizado, controle de impulsos, capacidade de tomar decisões e realizar tarefas complexas.

Alguns estudos sugerem que aqueles com uso regular da droga podem ter uma diminuição do QI em  8 pontos, ou seja, quem fuma pode ficar menos inteligente.

Transtornos psiquiátricos: O uso regular de maconha aumenta o risco de transtornos de ansiedade, depressão, bipolaridade e psicoses, como a esquizofrenia. Sabe-se que quanto mais cedo, frequente e prolongado o uso, maior a chance de ter esses problemas, principalmente quando há uma tendência individual ou familiar.

Alguns estudos médicos já mostraram que se um adolescente consumir maconha 1 vez por semana, o risco de ele virar esquizofrênico é em media 310% maior. Em alguns jovens, dependendo da predisposição genética, esse aumento pode ser superior a 700%.

Não é possível dizer que a maconha é a causa dos transtornos psiquiátricos, mas com certeza é que o seu uso o quanto mais cedo, frequente e prolongado for, maior a chance de ter esses problemas, principalmente quando há uma tendência individual ou familiar.

Além disso, os usuários de maconha estão mais suscetíveis aos mesmos problemas dos que fumam tabaco como asma, enfisema pulmonar, bronquite e câncer. Tem mais risco de infarto, AVC e outras doenças circulatórias. Se forem homens, podem ter problema de infertilidade porque a maconha prejudica a qualidade do espermatozoide,  dentre muitos outros problemas.

– Dependência: Durante algum tempo, acreditou-se que a maconha não causava dependência química, porém hoje já está comprovado que isso não é verdade.

Os estudos mostram que aproximadamente 1 em cada 10 pessoas que usam maconha se tornam dependentes. Esse número aumenta para 1 em cada 6 se o início for na adolescência. Para os que usam diariamente, metade se torna dependente.

É possível saber que existe uma dependência quando:

  • Existe tolerância, ou seja, uma necessidade de aumentar a quantidade de maconha para se obter o mesmo efeito;
  • O uso da droga passa a ser prioridade em detrimento de outras atividades de lazer, trabalho, estudo e atividades sociais;
  • O funcionamento social, familiar e educacional fica prejudicado;
  • O uso da droga continua apesar dos problemas por ela causados;
  • Existem tentativas frustradas de parar ou diminuir o consumo;
  • Aparecem sintomas de abstinência quando o indivíduo fica sem usar a droga. Esses sintomas são irritabilidade, insônia, diminuição do apetite, desejo intenso de usar (chamado de fissura). Com o desenvolvimento dos sintomas desagradáveis de abstinência, a pessoa tende a consumir a droga para aliviar ou evitar esses sintomas, o que acaba mantendo o ciclo da dependência.

Uma grande dificuldade ao tentar tratar esses pacientes é que a maioria deles não aceita que tenha um problema com a maconha, não se considera um dependente e não quer parar de usar. Como as consequências do uso vão aparecendo no longo prazo e de forma lenta e gradual, fica mais difícil para o usuário identificar que a droga está lhe causando prejuízos.

Além disso, muitas pessoas defendem a ideia de que é uma droga leve e que não faz mal. Porém a verdade é que a maconha pode causar diversos problemas e que para algumas pessoas ela é muito prejudicial.

Ao identificar alguém que está tendo esses problemas, é fundamental procurar um psicólogo ou um médico psiquiatra para uma avaliação e aconselhamento. Uma tratamento adequado pode ajudar muito.

A melhor estratégia continua sendo a prevenção.

VOCÊ SABIA?

Você sabia que a ANVISA, que é o órgão brasileiro que regula os produtos e serviços de saúde, já reconheceu a maconha como planta com propriedades medicinais? Isso não significa que fumar maconha faz bem para a saúde e nem que seu uso esteja liberado, mas algumas substâncias da planta podem ser usadas para fabricação de remédios. Mesmo entre os médicos esse tema é polêmico e não está claro o quanto os riscos compensam os benefícios.

 

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