Cólica em bebê

Cólica é definida como crises de choro alto e intenso, sem motivo aparente e que ocorre várias vezes por semana. Na medicina, para definir cólica, essas crises têm que durar 3 ou mais horas por dia, ocorrer pelo menos em 3 dias da semana, e por 3 ou mais semanas seguidas.

Geralmente as cólicas iniciam-se quando o bebê tem 2 semanas de vida, mas se torna mais frequente e intensa próximo aos 2 a 3 meses, podendo se estender até os 6 meses de vida.

A principal causa da cólica é que o sistema digestivo do bebê ainda não está completamente desenvolvido. Para elucidar, o sistema digestivo pode visto como um tubo. A função desse tubo é ter contrações que empurram o alimento e os gases em direção ao ânus. Ao chegar no ânus existe uma contração do intestino e relaxamento do ânus, de forma a permitir que os gases e as fezes saiam. Para que isso aconteça, existe uma ação conjunta e coordenada de todo o sistema digestivo.

Nos bebês, como o sistema nervoso que controla tudo isso ainda não está maduro, nem sempre existe essa coordenação. Dessa forma, para dar um exemplo, existem momentos em que o intestino está fazendo força para expulsar os gases e o ânus ao invés de estar relaxado, está contraído, dificultando a saída dos gases. O resultado é a dor em cólica.

A medida que o bebê vai crescendo esse sistema vai se desenvolvendo e ficando coordenado.

Além das características da dor e da idade de acometimentos, existem alguns sinais e sintomas a serem destacados:

  • flexão e extensão dos membros superiores e inferiores. Braços e pernas ficam dobrando e esticando, dobrando e esticando;
  • expressão de dor no rosto da criança;
  • barriga inchada;
  • flatulência (eliminação de gases) seguida de alívio. O bebê chora, chora, faz força e quando consegue soltar os gases fica aliviado.
  • rosto vermelho;

Uma outra característica é que todos esses sintomas são súbitos, ou seja, ocorrem de repente. Diante dessa situação em que o bebê permanece chorando intensamente e por bastante tempo é muito comum os pais, principalmente os de primeira viagem, ficarem ansiosos e nervosos, achando que o filho está com algum problema mais grave.

Por isso, é importante esclarecer que na grande maioria das vezes esse quadro de cólica melhora espontaneamente a medida que a criança cresce. Em 5 a 10% dos casos realmente pode ter uma causa orgânica (uma doença), causando essa cólica com outros sintomas. Portanto, deve-se reparar nos sinais de gravidade, que na medicina são chamados de sinais de alarme da cólica em bebê. Cinco deles, podem ser destacados e que podem indicar que a cólica não é normal:

  1. Reparar no padrão do choro. Normalmente o bebê deve chorar mais ou menos do mesmo jeito. Portanto, deve-se reparar se esse padrão mudou, tornando-se excessivamente alto e estridente;
  2. Notar se, durante o choro, os lábios estão ficando arroxeados, o que na medicina chamamos de cianóticos;
  3. Verificar se estão ocorrendo vômitos frequentes e se o bebê não está ganhando peso ou se está emagrecendo
  4. Checar as fraldas durante as trocas para ver se elas estão cheias ou não. Isso pode indicar o quanto o bebê está urinando. O sinal de alarme aqui é se estiver urinando pouco, ou seja, se as fraldas estiverem sempre secas;
  5. Avaliar se o bebê está frequentemente com falta de apetite, se está tendo diarreia ou se tem sangue nas fezes.

Se algum desses sinais estiverem presentes, é necessário procurar o médico o quanto antes.

A cólica em bebês é um problema muito comum. Em média, um em cada cinco bebês tem cólica. Entretanto, não se deve subestimar esse problema, uma vez que a cólica pode ser responsável pelo desmame precoce do bebê, causar estresse, exaustão e depressão nos pais, levando até a extremos como abusos e violência contra o bebê (chacoalhar o bebê). Por isso, se o bebê tiver menos de 6 meses e tiver cólicas, preste atenção nos sinais e converse com um pediatra.

É importante destacar que muitas pessoas fazem uso de remédios, fitoterápicos ou mesmo tratamentos dietéticos que viram na Internet, sem orientação médica. Isso pode causar sérios danos à saúde do bebê. Por isso, antes de iniciar qualquer tratamento procure um médico pediatra.

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