Câncer de Cólon

O Câncer de Cólon causa preocupação basicamente por três razões.

A primeira é a frequência desta doença. O câncer de cólon ou câncer de intestino grosso, que é a parte final do intestino, é um dos tumores mais frequentes que existem. De acordo com o governo brasileiro, o câncer de cólon e reto é o quarto tumor mais frequente perdendo apenas para pele, próstata e pulmão. Nas mulheres, é o terceiro ficando atrás apenas do câncer de pele e do de mama. Somando homens e mulheres, estima-se que mais de 35.000 pessoas terão esse diagnóstico todo ano no Brasil.

A segunda razão é porque ele é silencioso e traiçoeiro. Os principais sintomas relacionados ao câncer de intestino são:

  • Anemia
  • Perda de peso. A pessoa perde peso, mesmo comendo a mesma quantidade de comida que sempre comeu;
  • Sangue nas fezes, que pode aparecer como sangue vivo, ou sangue digerido que poderá ser notado através de fezes escurecidas, como se fosse borra de café, e com muito mal cheiro;
  • Alteração da frequência do funcionamento do intestino. Em geral, o tumor no intestino vai entupindo o intestino, causando menos evacuações do que o costume. O contrário também pode ser um sintoma de câncer de intestino, ou seja, uma pessoa que ia ao banheiro uma vez ao dia, por exemplo, passa a ir duas ou três vezes, evacuando menos quantidade em cada vez.

É fundamental que se saiba que quando esses sintomas aparecem, a doença não está mais na fase inicial, e as chances de cura diminuem.

Estágios da doença

No começo da doença ocorre o surgimento de um pólipo, um carocinho dentro do intestino que parece uma verruga. Esse pólipo não causa muitos sintomas. Conforme ele vai crescendo, os sintomas vão surgindo, mas mesmo assim às vezes não se percebe a existência desse pólipo. Se nada for feito, em torno de 10 anos esse pólipo, que seria totalmente curável, pode se tornar um câncer, que pode até causar o óbito do paciente.

Isso é importante porque se o diagnóstico for feito apenas quando surgirem os sintomas, a chance de cura é de aproximadamente 50%. Por outro lado, se a doença for identificada na fase inicial, na fase do pólipo, e esse for retirado nessa fase, a chance de cura da doença fica próxima a 90%. Se o tumor cresce, ele pode invadir outros órgãos, como, por exemplo, a bexiga, o ureter, o rim, tornando a cirurgia mais difícil. Outro problema do crescimento do tumor, é que ele solta células que se espalham pelo organismo, o que é chamado de metástases, acometendo por exemplo o fígado e pulmão, que são os locais mais frequentes no caso do câncer de intestino. Quando as metástases estão presentes os riscos de falha no tratamento aumentam muito.

A terceira razão para se preocupar com o câncer de intestino é que a medicina não sabe a causa exata dessa doença. Não conhecendo a causa, não se sabe como evitar a doença. O que se sabe é que existem alguns fatores que fazem com que o risco de ter a doença seja maior, o que é chamado de fatores de risco. Cinco desses fatores são:

  • Idade: O câncer de cólon é muito mais frequente em pessoas acima de 50 anos;
  • Raça: Afro descendentes têm maior risco do que as pessoas de pele clara.
  • Hereditariedade: Uma pessoa que tenha alguém na família que já teve câncer de cólon, tem o risco aumentado de ter a doença. Deve-se verificar também se alguém na família tem ou teve câncer de mama ou de colo de útero, porque esse antecedente também aumenta a chance de se ter a doença.
  • Estilo de vida: Sedentarismo, dieta rica em gordura e alimentos processados e pobre em fibras, uso de álcool e cigarro, também aumentam o risco de ter câncer de intestino.
  • Presença de outras doenças como obesidade, diabetes, doenças inflamatórias intestinais como doença de Crohn, retocolite ulcerativa, poliposes, dentre outras, também aumentam o risco.

Portanto, deve-se tomar algumas atitudes para prevenir essa doença, que é muito frequente e que se descoberta no começo melhora muito a chance de cura.

O mais importante é manter esse intestine sempre sob vigilância, que é o que chamamos de Rastreamento. Esse rastreamento deve ser feito a partir dos   50 anos, através de exames como colonoscopia, e pesquisa de sangue oculto nas fezes. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda que a colonoscopia seja feita a cada dez anos a partir dos 50 anos. Se a colonoscopia não estiver disponível, a recomendação é que se realize o sangue oculto nas fezes a cada dois a cinco anos.

Além disso, medidas que diminuam os fatores de risco como dieta rica em fibras, exercícios físicos, perder peso para os obesos, e diminuir o uso de álcool e o do cigarro, podem reduzir a chance de se ter a doença.

Se uma pessoa notar qualquer um dos sintomas mencionados, ela deve procurar o médico o quanto antes. No caso de câncer de intestino o médico mais indicado é o Cirurgião do Aparelho Digestivo ou o Coloproctologista.

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