Coronavírus

Em dezembro de 2019 muitos pacientes com uma pneumonia de causa não identificada foram atendidos em Wuhan, uma cidade na China. Em 7 de janeiro desse ano, os pesquisadores chineses identificaram que a causa dessas pneumonias era um novo tipo de coronavírus, e notificaram sua existência para o mundo. Desde então, estes pesquisadores, em um esforço com cientistas de todo o mundo e organizações de saúde, têm trabalhado no sentido de identificar as características desse novo tipo de infecção, seu tratamento e o controle que é necessário ser feito daqui para frente.

O que é o Coronavírus

É um grupo de vírus que tem em comum o material genético envolvido em um envelope, com espículas proteicas que dão a eles um aspecto de coroa – por isso o nome Coronavírus. Os coronavírus provocam doenças em vertebrados em geral, tanto aves como mamíferos. Nos humanos especificamente, apenas alguns poucos tipos são capazes de provocar doenças.

O que o coronavírus causa

A doença provocada pelo coronavírus é em geral leve e se parece com um resfriado comum. O sintoma mais frequente é a febre e ele deve vir acompanhado de um sintoma respiratório que pode ser tosse ou falta de ar. Também pode provocar sintomas no sistema gastrointestinal como dor abdominal, náuseas e diarreia. Raramente o coronavírus pode provocar uma doença grave. Nesses casos o paciente pode ter uma pneumonia, e pode inclusive evoluir para óbito.

Alguns tipos diferentes de coronavírus podem provocar doenças nos humanos, mas frequentemente os cientistas identificam novos tipos de coronavírus circulando entre nós, mas até agora somente dois deles foram associados a uma doença mais grave, com mais complicações: o SARS, que surgiu em Guangdong, na China, em 2002, e o MERS, que surgiu na Arábia Saudita, em 2012. O SARS provocou doença em cerca de 8000 pessoas com 10% de mortalidade e o MERS acometeu cerca de 2000 pessoas, com 35% de mortalidade. 

Como o coronavírus é transmitido

A transmissão ocorre através do contato do vírus com a mucosa oral e nasal. A forma mais comum ocorre quando uma pessoa tosse ou espirra e libera pequenas gotas, chamados perdigotos, no ar. Quem está numa distância de 1 a 2 metros, pode ser atingida por essas gotículas e ser contaminado. Outra forma muito comum de contágio dos vírus respiratórios em geral é através das mãos, quando tocamos superfícies contaminadas ou mãos de pessoas infectadas e depois levamos a mão à boca ou ao nariz. Após esse contágio, os sintomas aparecem em um período que varia de 3 a 14 dias no caso do coronavírus, que é o chamado período de incubação. Ainda não se sabe se, a exemplo de outros vírus, algumas pessoas podem se contaminar e ficar assintomática, e se uma pessoa assintomática é capaz de transmitir o vírus.

Como identificar o coronavírus

A identificação de casos de coronavírus é feita em duas etapas. Inicialmente identifica-se os casos suspeitos, que são as pessoas que tiverem febre e pelo menos um sintoma respiratório, e que também tiveram contato com uma pessoa doente identificada com o coronavírus ou com suspeita do cornavirus nos últimos 14 dias, ou vieram de uma área identificada pela Organização Mundial de Saúde como de alto risco para transmissão de coronavírus – até o momento a China é esse local. A confirmação da infecção pelo vírus é feita através da identificação do material genético do vírus nas secreções nasais. Isso é feito em alguns laboratórios particulares e também em laboratórios de vigilância do governo.

Controle do vírus

Para prevenir a propagação desse vírus, a Organização Mundial de Saúde tem trabalhado em conjunto com a comunidade científica no sentido de identificar as características desse vírus que possam ser utilizadas para se tomar algumas medidas na prevenção da sua propagação. Em paralelo, os órgãos de saúde têm feito busca ativa de casos, principalmente em aeroportos, e pessoas vindas de locais onde há transmissão ou pessoas que tiveram contato com doentes ou suspeitos de coronavírus são colocadas em isolamento por 14 dias após essa data de chegada no país. O Brasil tem um sistema de vigilância muito eficiente e até o momento nenhum caso foi identificado.

Prevenção

Individualmente, as pessoas podem contribuir para reduzir a propagação desse e dos outros vírus respiratórios, através de medidas simples, como por exemplo a higiene das mãos com água e sabão ou com álcool gel após o toque em locais contaminados, evitando levar a mão contaminada à boca ou ao nariz, e cobrir a boca com o braço, e não com as mãos, quando tossir ou espirrar. Essa medida faz com que aquelas gotículas que saem na tosse ou no espirro não se espalhem no ar, e evita assim contaminar outras pessoas.

Tratamento

Pessoas doentes devem receber tratamento para seus sintomas. Não há até o momento um medicamento específico para o tratamento do coronavírus. Alguns estudos vêm sendo feitos para testar o uso de antivirais, remédios trazidos de outras doenças virais, para o tratamento de pacientes graves de coronavírus. Mas até o momento ainda não se tem resultados objetivos.

Uma outro ponto importante a ser mencionado é sobre as notícias falsas, as famosas fake news. Diariamente são recebidos questionamentos sobre o uso de medicações como vitamina D, chás, cebola, ou remédios naturais. Não há nenhuma evidência que esses tratamentos alternativos funcionem contra o coronavírus. É importante saber identificar sintomas e prevenir. Isso é o principal.

Dúvidas gerais

A pergunta que mais tem sido feito é o que irá acontecer, se o novo coronavírus se disseminará pelo mundo, quantas pessoas ficarão doentes, e como será a gravidade da doença por esse novo vírus. É preciso lembrar que trata-se de um novo vírus e portanto o que se sabe até agora é muito pouco para poder identificar qual será o comportamento desse vírus. A velocidade de propagação do novo coronavírus é maior do que a do SARS, mas os casos graves e a mortalidade são menores. Aé o momento o óbito é de duas pessoas para cada cem contaminados. Isso tem acontecido principalmente entre as pessoas de faixa etária maior, entre os maiores de 70 anos. Um bom termo de comparação é o Influenza, Em geral, o número de casos de Influenza é muito maior que os casos de coronavírus. Outra pergunta que vem sendo feito é se podemos adquirir através dos alimentos. Até o momento não se sabe se isso acontece. O vírus é também conhecido por ser um vírus  zoológico, ou seja nós o contraímos a partir de animais. Animais domésticos não são considerados como risco para a transmissão do coronavírus nesse momento.

O que se pode tirar de todas essas informações é que devemos seguir se prevenindo das infeções respiratórias do Brasil, as mais prevalentes, tomando as vacinas para Influenza, prevenindo da dengue, que é uma doença muito prevalente aqui. Pode ser que algumas poucas pessoas sejam identificadas como caso suspeito. Conforme, mencionado, se existe essa suspeita, deve-se procurar atendimento médico. Para todos os outros, esse não é o momento de pânico e sim de buscar as informações corretas dentro de fontes confiáveis.

O Ministério da Saúde tem atualizado as informações sobre o coronavius diariamente. Se uma pessoa quiser ficar por dentro dessas informações, basta acessar o link https://saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavírus.

Assista no vídeo a seguir a explicação de nosso especialista!

Inscreva-se em nosso canal. 

Postamos vídeos novos todas as quartas às 11h!

Fique conectado

Acesse nosso facebook.

Fale conosco por e-mail:

Receba as novidades do Dr. Ajuda direto no seu e-mail!



Copyright – All rights reserved – Estes vídeos não dispensam uma consulta médica.

Theme developed by TouchSize - Premium WordPress Themes and Websites