Anorexia nervosa

É natural que as pessoas se preocupem com sua alimentação e com seu corpo. Não é problema ter hábitos alimentares balanceados e saudáveis, um corpo em boa forma. Isso aliás faz bem.
Isso deixa de ser normal e se torna um transtorno alimentar quando a pessoa passa a ter uma preocupação obsessiva e excessiva com esses aspectos do corpo e da alimentação. A pessoa começa a cortar os alimentos “engordativos” e a controlar sua alimentação, como se isso fosse o principal aspecto de sua vida.
A anorexia nervosa é um tipo de transtorno alimentar em que a preocupação com calorias, gordura, corpo e peso é obsessiva, muito acima dos parâmetros normais.
A mente não consegue se livrar desse pensamento e essa necessidade de controle alimentar é tão extrema que pode ser mais forte que o instinto de fome e sobrevivência. É por isso que a pessoa restringe violentamente sua dieta.

Os sistemas de sinais corporais também ficam prejudicados e se manifesta principalmente em 3 aspectos:

Saciedade – Ficam satisfeitas mesmo comendo muito pouco.

Apetite – Fica muito reduzido e a pessoa restringe a qualidade dos alimentos que ingere.

Distorção da sua imagem corporal – Ao se olhar no espelho as pessoas com anorexia não enxergam uma pessoa magra, mas tem a convicção de que veem uma pessoa que está gorda, deformada, com partes do corpo muito aumentadas.
Tais vivências reforça a convicção de que o indivíduo precisa emagrecer, comer menos e assim se forma um ciclo que mantém a anorexia.

Além dessas características, existem outras alterações de comportamento que levam à suspeita de um transtorno alimentar:

Fazer dieta frequentemente ou dietas restritivas, cortando de seu cardápio grandes grupos alimentares como, por exemplo, carboidratos.
Preocupação excessivamente com peso e alimentação.
Muito interesse por tudo que é relacionado a dietas e calorias.
Insatisfação intensa e constante com peso e corpo.
Ida frequente ao banheiro após as refeições ou sinais de vômitos.
Comer pouco e não comer determinados tipos de alimentos (geralmente os mais calóricos).
Evitar grupos alimentares específicos ou fazer dietas bizarras.
Dizer que já se alimentou, sem que ninguém veja.
Categorizar os alimentos entre “permitidos” e “proibidos”.
Ter crenças rígidas e estranhas sobre a alimentação (por exemplo: acreditar que a gordura ingerida se transforma imediatamente em gordura corporal).
Comer geralmente sozinho, se sentir incomodado ou envergonhado ao se alimentar com outras pessoas.
Estar frequentemente com diarreia.
Manter uma rotina intensa e rígida de exercício físico.
Apresentar dentes desgastados e inchaço nas regiões laterais do queixo (provável aumento das glândulas parótidas, provocado por vômitos frequentes).
Beber muita água durante o dia ou nas refeições.
Mascar chicletes e balas constantemente.
Ter o hábito de estocar ou esconder alimentos ou até roubá-los.

Sinais de Alerta

E, por fim, utilizar medicações como diuréticos, anfetaminas, inibidores de apetite, laxantes e “fórmulas” sem indicação de profissional competente.
O principal grupo de risco são as mulheres. Em relação à faixa etária, 80% dos casos de anorexia nervosa se inicia entre os 12 e os 20 anos.
Em algumas atividades profissionais, o risco da anorexia nervosa é maior, como, por exemplo, bailarinas, modelos, e profissionais das áreas de moda e saúde.
É muito importante esclarecer que na Anorexia Nervosa a obsessão com o corpo e com o peso, a percepção distorcida da própria imagem corporal e a enorme dificuldade em manter uma dieta adequada trazem prejuízos incapacitantes.

   


A Anorexia pode incapacitar a pessoa de exercer suas atividades cotidianas e está associada a grande sofrimento emocional e impacto social. O prejuízo na qualidade de vida de pacientes com anorexia nervosa equivale ao provocado pela esquizofrenia.
A anorexia nervosa pode ser considerada a mais mortal das doenças mentais, e é o transtorno alimentar mais grave, possuindo altas taxas de mortalidade. Estima-se que 5% a 20% dos pacientes com este transtorno morram por causa da anorexia. Tais mortes ocorrem em consequência das alterações clínicas provocadas pela desnutrição e pela alta taxa de suicídio nesse grupo de pacientes. Historicamente 90% dos pacientes com anorexia nervosa eram do sexo feminino. Atualmente estima-se que quase 30% dos pacientes sejam do sexo masculino.
É preciso procurar ajuda se alguns dos comportamentos citados forem observados. No caso da anorexia o recomendado é procurar um psiquiatra.
Mesmo com a grande divulgação nos meios de comunicação, não raro, homens e mulheres que apresentam anorexia não sabem o que têm ou apresentam vergonha de seus comportamentos e, por isso, não procuram ajuda. Por este motivo, é importante que amigos e familiares busquem ajuda para aqueles que custam a aceitar ou acreditar que têm algum problema.

Assista no vídeo a seguir a explicação de nosso especialista!

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