Características da esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença muito mais frequente do que as pessoas imaginam. Estima-se que uma em cada 100 pessoas tem essa doença. Exatamente por ser frequente e ser considerada uma doença psiquiátrica grave é que a esquizofrenia é tida como um importante problema de saúde pública.

Existem vários sintomas da esquizofrenia, mas cinco deles devem ser destacados:

Alucinações

Quem tem alucinações tem alguma alteração em alguns dos nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, gustação e tato.  Por causa dessas alterações a pessoa pode, por exemplo, ouvir sons ou vozes que ninguém escuta, ver pessoas em diferentes ambientes que só ela enxerga, sentir cheiros ou sensações táteis como, por exemplo, bichos andando na pele.

Pode também ver vultos ou vozes falando com ela, como se alguém desse ordens de comando, mas que ninguém comprova que essas sensações ou vozes existam. Tudo isso pode ser um importante sintoma de esquizofrenia. As mais comuns são as visuais e auditivas.

Delírio

Delírio é uma distorção da realidade. A pessoa acredita em um fato que não existe. Por exemplo, acredita que a polícia está investigando a sua vida, ou que alguém instalou um chip na sua cabeça ou no seu corpo, ou que extraterrestres estão querendo levar a sua família embora.

A pessoa com delírio acredita tanto nessa realidade que não muda de ideia mesmo se as pessoas ao seu redor comprovarem que aquilo não existe. Dentre os delírios mais comuns na esquizofrenia estão os delírios persecutórios, isto é, pensamentos de que estão sendo perseguidos por alguém.

Para a família e para os amigos mais próximos é importante saber que é muito normal e comum os pacientes esquizofrênicos se voltarem contra eles, exatamente contra as pessoas que eles mais conhecem, como se de alguma forma essas pessoas estivessem participando de uma grande trama de perseguição. Isso gera afastamento e sentimento de culpa na família. Por isso, é importante deixar claro que isso é comum e bastante frequente na esquizofrenia.

Afeto e perda de vontade de fazer as coisas

Os esquizofrênicos apresentam perda gradativa da emoção, Eles ficam indiferentes  aos acontecimentos ao seu redor, não mudam a expressão do rosto em diferentes situações, não mantêm contato visual, e ficam olhando para longe sem conexão com o que está acontecendo. Têm perda da capacidade de sentir prazer e vontade de fazer as coisas. Como não se importam com nada, deixam de se relacionar, de fazer a higiene pessoal, e de se alimentar corretamente.

Linguagem e comportamento

A linguagem e o discurso podem estar desordenados, desorganizados, muitas vezes com palavras que não existem ou que não fazem sentido.

O comportamento pode se manifestar de diferentes maneiras: Em alguns casos pode ser extravagante ou desorganizado, com características de perambular, murmurar e rir sozinho, ter uma aparência peculiar, muitas vezes com o descuido da higiene pessoal.

O comportamento pode também ser catatônico. A pessoa pode ficar parada sem se movimentar por muito tempo, fazer movimentos estranhos que são chamados de estereotipias, posturas e caretas, ou até ficar sem falar por longos períodos.

Cognição

Pacientes com esquizofrenia tendem a ter um desempenho cognitivo mais baixo do que a média, isto é, desempenho pior em testes cognitivos (de inteligência) quando comparado com a população geral. As alterações cognitivas mais proeminentes na esquizofrenia incluem déficits em atenção, memória e resolução de problemas.

Além desses sintomas, existem outras características da esquizofrenia que é preciso destacar:

  • Esquizofrenia se inicia mais comumente durante a adolescência ou início da idade adulta, próximo dos 20 a 30 anos.
  • É duas vezes mais comum em homens do que em mulheres.
  • Se apresenta com períodos de crises em que os sintomas estão mais presentes, com períodos de remissão em que os sintomas estão mais leves. À medida que as crises vão ocorrendo, a doença vai evoluindo, e o quadro geral vai piorando. Como se fosse uma escada, e cada crise fosse um degrau para baixo, resultando em diminuição das habilidades para cuidar de si mesmo, para trabalhar, para se relacionar socialmente e para manter pensamentos complexos.

A medicina não sabe a causa exata da esquizofrenia. Considera-se que exista uma combinação de predisposição genética e fatores ambientais.

Alguns fatores aumentam o risco de ter esquizofrenia, podendo-se citar:

  • Parentes com esquizofrenia
  • Pais com idade mais velha.
  • Complicações na gravidez ou nascimento com exposição a certas viroses, e desnutrição.
  • Uso de certas drogas, principalmente a maconha, durante a adolescência.

 Apesar de poder surgir de forma abrupta, a forma mais comum é um início lento e gradual. Os sintomas iniciais não são muito específicos de esquizofrenia: normalmente perda de vontade, perda de iniciativa para as coisas, humor depressivo, isolamento, alguns comportamentos inadequados, descuido com a aparência pessoal e higiene. Esses sintomas podem surgir e permanecer por algumas semanas ou até meses antes do aparecimento de sintomas mais característicos da doença.

A esquizofrenia  está associada a uma incapacidade  considerável e pode afetar o desempenho educacional e de trabalho. Além disso, pessoas com esquizofrenia têm 2 a 2,5 vezes mais chances de morrer em uma idade jovem do que a população como um todo. Isso geralmente é devido ao aumento do risco de doenças metabólicas, infecciosas e cardiovasculares, além do risco aumentado de suicídio.

Por tudo isso, se algum desses sintomas estiver presente, é necessário procurar um médico Psiquiatra.

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