Características da esquizofrenia

Vigorexia não é um termo reconhecido na literatura médica, mas representa dois tipos diferentes de patologia psiquiátrica: compulsão por atividades físicas, e dismorfia muscular.

O primeiro tipo de vigorexia é conhecido por compulsão por atividade física ou dependência de esporte. É o caso de um indivíduo que treina de forma excessiva,  repetitiva, e mesmo se lesando continua a treinar. Neste  tipo de compulsão tem-se uma dependência comportamental. Existem outras dependências comportamentais bem conhecidas, como a dependência por jogo, compras (oniomania), furto (cleptomania) e internet. Nesse tipo de vigorexia tem-se a dependência comportamental por esporte e por atividades físicas.

Existem várias características associadas à dependência por atividade física. Três delas serão destacadas:

Sensação de necessidade de realizar atividade física

A pessoa sente necessidade de se exercitar muitas horas por dia, e em grande intensidade. Se, por um acaso, se machuca ou é orientado a descansar, ele continua treinando.

Sensação de culpa

Se o indivíduo é impedido de treinar, ele sente culpa, ansiedade, irritação, e até insônia. É como se fosse uma síndrome de abstinência da sua dependência e, por isso, a dependência por esportes é considerada dependência comportamental.

Tolerância ao exercício

Os esquizofrênicos apresentam perda gradativa da emoção, Eles ficam indiferentes  aos acontecimentos ao seu redor, não mudam a expressão do rosto em diferentes situações, não mantêm contato visual, e ficam olhando para longe sem conexão com o que está acontecendo. Têm perda da capacidade de sentir prazer e vontade de fazer as coisas. Como não se importam com nada, deixam de se relacionar, de fazer a higiene pessoal, e de se alimentar corretamente.

O indivíduo precisa de doses cada vez maiores de exercícios para ter o mesmo  prazer e recompensa que obtinha originalmente. Isto também coincide com as outras dependências, assim como a dependência por álcool e por jogo. A dependência por esporte acaba restringindo as outras atividades do indivíduo, levando a prejuízos no trabalho, no estudo, nos relacionamentos, e nas atividades de vida cotidiana.

Especula-se que o que “viciaria” o indivíduo nas atividades esportivas seria a liberação de endorfinas, que são neurotransmissores ligados aos centros de recompensa, prazer e dor.

Todos sabemos que o esporte faz parte do habito de vida saudável, mas o excesso de atividade física pode ser mais lesivo que o sedentarismo. Pessoas que se exercitam em excesso acabam tendo lesões musculares, articulares, ósseas e outros problemas de saúde. Esse tipo de vigorexia ou compulsão por exercício físico pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em pessoas acima de 40 anos, especialmente mulheres.

As atividades esportivas mais envolvidas nesse tipo de dependência são a corrida, o ciclismo, a natação e o triatlo, comumente envolvendo atletas de fundo e de longa distância.

Uma pessoa com esse problema precisa ser orientada a procurar um médico. O  segundo tipo  de vigorexia é também  chamado de dismorfismo  ou  de dismorfia muscular. Já foi conhecido por síndrome de Adônis e por anorexia reversa. Nessa situação tem-se o indivíduo que é grande, forte, se exercita em geral com a atividade de musculação, mas se sente pequeno, mirrado e fraco.

O que ocorre neste tipo de vigorexia é a distorção de imagem corporal, assim como na anorexia, mas, nesse caso, o indivíduo que é grande se percebe pequeno e fraco, e por isso busca na atividade física o aumento de massa muscular, daí o nome dismorfismo muscular.

A vigorexia do tipo dismorfismo muscular se inclui em um sistema diagnóstico mais amplo, conhecido como transtorno dismórfico corporal. Este quadro foi descrito originalmente entre fisiculturistas e halterofilistas, na década de 90, e tornou-se mais difundido com a moda fitness.

Assim como nas outras dependências comportamentais, neste tipo de vigorexia, o indivíduo acaba abrindo mão de suas atividades cotidianas de trabalho, relacionamentos, e de estudos em nome da dismorfia muscular.

Outros comportamentos podem estar alterados, como a ingesta excessiva de suplementos nutricionais, termogênicos, proteínas e até uso de esteroides anabolizantes, levando a graves consequências clínicas.

O paciente passa muitas horas treinando por dia, e mesmo lesado continua frequentando os treinos, buscando obsessivamente a forma física ideal, nunca ficando satisfeito com o seu corpo. Em casos extremos, os indivíduos chegam a injetar substâncias tóxicas nos músculos para causar hipertrofia. Isso, obviamente, pode acarretar consequências graves.

Outras complicações possíveis incluem quadros ortopédicas, lesões do fígado, lesões nos testículos, câncer de fígado, e outras alterações graves que diminuem muito a expectativa de vida desse indivíduo. Além das complicações clínicas já mencionadas, diversos transtornos psiquiátricos podem surgir nesse paciente, sendo mais comum a depressão, os transtornos ansiosos, e as psicoses induzidas por substâncias como os estimulantes e os esteroides anabolizantes.

Uma pessoa com os sintomas acima descritos necessita ser orientado a procurar um médico. Nesse caso, o mais indicado é o Psiquiatra .

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