GOTA: QUAIS AS CAUSAS E SINTOMAS?

O nome gota vem do fato dos antigos acreditarem que a doença se originava de gotas de veneno que “pingavam” nas articulações, e na verdade não estavam muito longe disso, visto que a gota é provocada pelo aumento nos níveis de ácido úrico no sangue.
O ácido úrico tem a propriedade de poder formar cristais em alguns tecidos do corpo. Esses cristais provocam uma forte irritação no local, causando dor e inflamação muito intensa.
Os sintomas da gota ocorrem nos tecidos em que os cristais se formam: nas articulações, no tecido subcutâneo (abaixo da pele), e nos rins.

O nome gota vem do fato dos antigos acreditarem que a doença se originava de gotas de veneno que "pingavam" nas articulações, e na verdade não estavam muito longe disso, visto que a gota é provocada pelo aumento nos níveis de ácido úrico no sangue. O ácido úrico tem a propriedade de poder formar cristais em alguns tecidos do corpo. Esses cristais provocam uma forte irritação no local, causando dor e inflamação muito intensa.

Articulações

A gota manifesta-se como ataques de dor, inchaço e vermelhidão numa articulação. O quadro ocorre de repente, e em poucas horas a pessoa que estava completamente bem não consegue nem andar ou mexer a articulação atacada. Normalmente, em cada crise apenas uma articulação é afetada. As articulações mais atingidas são os pés, tornozelos, joelhos, mãos e cotovelos. Dentre essas, o local mais típico do ataque de gota é o hálux (dedão do pé), que acontece pelo menos uma vez em 90% dos casos. Essas crises podem ocorrer durante a noite ou madrugada e tendem a melhorar depois de alguns dias. Após 3 a 10 dias em média, a dor e o inchaço desaparecem totalmente e a pessoa fica completamente bem, sem sintomas.
O intervalo entre uma crise e outra é variável, podendo demorar dias ou meses. Ao longo dos anos e com a evolução da doença, o indivíduo que não tinha nenhuma sequela, passa a ter alguma dor, deformidade, e dificuldade para mover as articulações atingidas.

A gota manifesta-se como ataques de dor, inchaço e vermelhidão numa articulação. A gota manifesta-se como ataques de dor, inchaço e vermelhidão numa articulação. A gota manifesta-se como ataques de dor, inchaço e vermelhidão numa articulação.

Rins

De cada 3 pacientes com gota, 1 pode ter formação de cálculos (ou pedras)
de ácido úrico nos rins. Esses cálculos podem causar uma forte dor na região lombar, que depois acaba se irradiando para a região baixa do abdômen. Essa dor nas costas é chamada dor em cólica ou dor de pedra no rim. Essa dor pode passar para a região do flanco e depois para a virilha quando um cálculo está sendo eliminado.
É importante observar que muitas vezes esses pacientes que têm gota não sabem que têm cálculo. Antes de ocorrer uma crise, eles podem permanecer sem sintomas.

De cada 3 pacientes com gota, 1 pode ter formação de cálculos (ou pedras) de ácido úrico nos rins. De cada 3 pacientes com gota, 1 pode ter formação de cálculos (ou pedras) de ácido úrico nos rins.

Pele

Em metade dos pacientes, o ácido úrico pode acumular-se sob a pele, formando caroços que são muito típicos da doença. Esses caroços vão aumentando ao longo dos anos, e são chamados de tofos. Eles se localizam principalmente nas mãos, cotovelos e pés e vão crescendo lentamente. Apesar do seu aspecto chamar atenção, os tofos não costumam doer. Eventualmente eles podem se romper e ficarem infeccionados.

Esses caroços vão aumentando ao longo dos anos, e são chamados de tofos. Eles se localizam principalmente nas mãos, cotovelos e pés e vão crescendo lentamente. Esses caroços vão aumentando ao longo dos anos, e são chamados de tofos. Eles se localizam principalmente nas mãos, cotovelos e pés e vão crescendo lentamente.

Entendido os principais sintomas da gota, e que esse problema está relacionado ao aumento do ácido úrico no sangue, é muito importante saber a causa da elevação do ácido úrico.
O ácido úrico é normalmente produzido em nosso organismo, e uma vez formado ele deve ser eliminado pelos rins, através da urina. A elevação dos níveis de ácido úrico decorre de dois mecanismos: ou o rim tem uma baixa capacidade para eliminar essa substância, ou o organismo produz uma quantidade muito grande. Em 85% dos casos de gota, o problema está no rim que elimina pouco o ácido úrico. Já o excesso da produção pode ocorrer quando o indivíduo ingere determinados alimentos como carnes, embutidos, frutos do mar, sementes leguminosas (feijão, lentilha e grão de bico) e açúcar. A produção também pode aumentar em casos de infecção, cirurgia, jejum prolongado, exercício físico exagerado, entre outros.

Já o excesso da produção pode ocorrer quando o indivíduo ingere determinados alimentos como carnes, embutidos, frutos do mar, sementes leguminosas (feijão, lentilha e grão de bico) e açúcar. Já o excesso da produção pode ocorrer quando o indivíduo ingere determinados alimentos como carnes, embutidos, frutos do mar, sementes leguminosas (feijão, lentilha e grão de bico) e açúcar. Já o excesso da produção pode ocorrer quando o indivíduo ingere determinados alimentos como carnes, embutidos, frutos do mar, sementes leguminosas (feijão, lentilha e grão de bico) e açúcar. Além disso, alguns medicamentos de uso na prática médica comum também podem causar o aumento do ácido úrico São medicamentos usados em condições de distúrbios vasculares e de hipertensão.

Dentre as substâncias capazes de elevar o ácido úrico, a principal delas são as bebidas alcoólicas. Todas elas podem elevar o nível de ácido úrico, mas a cerveja é particularmente problemática porque além do álcool, ela possui uma substância denominada guanosina, que é capaz de elevar os níveis de ácido úrico.
Além disso, alguns medicamentos de uso na prática médica comum também podem causar o aumento do ácido úrico São medicamentos usados em condições de distúrbios vasculares e de hipertensão. Nestas situações o médico deve ser informado se o paciente tem gota.
Se um indivíduo tiver um ou uma conjunção desses fatores é provável que tenha ácido úrico elevado. Mas nem todo mundo que tem ácido úrico alto terá gota. De cada 15 pessoas com ácido úrico aumentado, apenas uma irá desenvolver gota. Portanto, é importante separar quem tem a doença de quem não tem, pois isto determinará quem precisará ou não de tratamento do ácido úrico.

Além disso duas informações importantes devem ser mencionadas:

  1. A gota é mais frequente do que as pessoas imaginam. Estima-se que 1 em cada 100 pessoas vai desenvolver essa doença. Normalmente acomete pessoas entre 35 e 50 anos, é 8 vezes mais comum em homens que mulheres, e frequentemente quem tem gota tem mais de um caso na família, mostrando o componente genético da doença.
  2.  A gota se associa com diversas outras doenças, como hipertensão arterial ou pressão alta, distúrbios vasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, diabetes, obesidade, elevação de colesterol e triglicérides, redução da função dos rins, dentre outras. Por isso o tratamento deve ser especifico para cada caso.
    Em relação ao tratamento da gota, é importante ressaltar que muitas pessoas com gota fazem uso de substâncias que não tem a ver com o tratamento de gota, ou às vezes usam o remédio certo, mas de modo descontinuado e incorreto. A gota é uma doença tratável. Se forem usados os medicamentos certos, pode-se baixar o ácido úrico de maneira prolongada, para o resto da vida.
    Em relação ao tratamento da gota, é importante ressaltar que muitas pessoas com gota fazem uso de substâncias que não tem a ver com o tratamento de gota, ou às vezes usam o remédio certo, mas de modo descontinuado e incorreto

Além dos medicamentos, pode-se citar algumas orientações que tem como objetivo reduzir o ácido úrico e evitar qualquer fator que possa precipitar ou desencadear as crises, tais como:

    • Ingestão exagerada de alimentos ricos em proteínas
    • Ingestão de bebida alcoólica
    • Ingestão de doces e sucos muito adocicados
    • Falha no uso diário da medicação preventiva
    • Jejum prolongado
    • Baixo consumo de líquidos e desidratação
    • Infecções
    • Exercício físico exagerado, etc.

Sob a suspeita de gota deve-se procurar o médico. No caso, o mais indicado é um Reumatologista.

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